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domingo, 12 de maio de 2013

TURMA DO GUARANÁ E O SEGREDO DAS ROSAS

Olá!
Hoje, apresento uma história inédita com a Turma do Guaraná, 
pra celebrar uma data especial!
      Chegou o Dia das Mães!
       Que dia tão bonito, dedicado a pessoa mais importante de nossas vidas, aquela que nos trouxe ao mundo. Mas, como agradar nossa querida mãezinha? Que presente dar a esta pessoa tão dedicada e carinhosa? Esta era a pergunta que Guaraná fazia ao seu amigo Pirrixa.
       Caminhavam pelas ruas de lindópolis à procura de um presente que pudesse surpreendê-la. Viram várias coisas legais: kits de maquiagem, sombrinha, bolsa, sapato, bicho de estimação...  Que dúvida grandiosa pairava sobre os pensamentos de Guaraná.
      Foi então que, embaixo de uma árvore, um velho homem gritava, anunciando seu produto: lindas rosas com perfume delicioso. Ótima dica de presente para as mães. Então os meninos perguntaram quanto custava o buquê de rosas, e o homem respondeu que era dez reais. “Que sorte!” -- pensou Guaraná. Era exatamente a quantia que tinha no bolso.
       Ao receber as rosas, Guaraná estranhou, pois eram apenas botões, com ramos e folhas.  Ao perguntar porque lhe entregou aqueles botões de rosa, o vendedor respondeu que eram assim, porque eram rosas diferentes das outras, e foram colhidas no mesmo quintal onde colheram os feijões de “João e o pé de feijão”. “Ora, quanta baboseira!” -- pensou Guaraná.
       Então o velho homem completou: “São botões mágicos, e quando entregar a sua mãe, peça-a que cheire o perfume das rosas, e acontecerá uma bela surpresa. Então, Guaraná acabou acreditando na conversa do velho, e ficou com os botões mágicos.
       Pirrixa ficou tão empolgado com a história, que decidiu levar não apenas um buquê, mas dois. Pensou: “Minha mãe merece muitas rosas mágicas!”
       Ao chegarem em casa, as famílias estavam reunidas. Os meninos trouxeram as rosas e entregaram para suas mães, que perguntaram porque lhes entregaram apenas botões, em vez de rosas abertas. E os meninos pediram-lhes que cheirassem os botões, porque iria acontecer uma mágica. As mães cheiraram os botões, mas nada aconteceu. Cheiraram novamente e nada! Os pais acharam muita graça mesmo, e caçoaram de Guaraná e Pirrixa. As meninas riam de se contorcer. As mães acharam aquilo tudo muito engraçado, agradeceram pela lembraça, e disseram que quando abrissem, seriam lindas rosas. Então colocaram os buquês de botões de rosas em jarras com água. E os pais dos meninos caíram na gargalhada.
       Guaraná e Pirrixa, enfurecidos, foram atrás do velho vendedor para pegar seu dinheiro de volta. Porém, chegando lá, não mais o encontraram, senão uma estranha surpresa. Um imenso roseiral, que crescia e crescia, subindo alto, indo parar em uma nuvem muito grande que cobria o céu de Lindópolis. Nem sombra do velho. Mas, afinal, ele tinha mesmo rosas mágicas! Era a única explicação para o que eles estavam vendo.
       Os meninos, surpresos, imaginaram onde poderia dar aquela roseira tão alta, e começaram a subir. Era uma reclamação só, porque a roseira era cheia de espinhos, e a todo instante, eles levavam uma espetada! Então Guaraná disse que a subida de João foi mais fácil, pois subira num pé de feijão em vez de uma roseira.
       Chegando lá no alto da roseira, subiram na nuvem e começaram a andar procurando o vendedor de flores. Andaram pra bem longe até subirem em algo que lembrava uma montanha, e chegando no topo tinha uma vista maravilhosa. Muitas plantações de várias espécies sobre as nuvens: melancia, feijão, milho, flores diversas, inclusives rosas, lindas e perfumadas, de todas as cores. Guaraná e Pirrixa ficaram admirados e queriam colher todas aquelas rosas lindas para dar de presente para suas mães.
       Quando começaram a descer a montanha, levaram um susto! Ela se mexeu, girou, e se  contorceu. Os meninos se desequilibraram, perderam o chão e caíram. Porém, meio a toda aquela movimentação, uma mão gigante os segurou no ar. Que incrível! O que os meninos pensaram ser uma montanha, era um gigante! Talvez fosse o mesmo de “João e o pé de feijão”, ou algum parente dele. Salvos em sua mão gigantesca, os meninos olharam apavorados, sem saber o que fazer. Então o gigante os acalmou, dizendo que não precisavam temer, pois ele era do bem, e não iria lhes fazer mal.



       Mais calmos, os meninos explicaram, o que vieram fazer ali. O gigante tinha muitos empregados para cuidar das plantações nas nuvens, e perguntou aos meninos quem estava na terra vendendo suas rosas ainda botões, o que era proibido. Os meninos apontaram para o velho vendedor que estava lá na ponta, que olhou com a cara mais lambida, de quem nada sabia. Então, o gigante disse em alta voz: “Muito bem! Já cansei de avisar que não pode vender na terra rosas em botões, e por isso, seu castigo será cuidar das plantas carnívoras!” E lá se foi o velho para a plantação de plantas carnívoras. Pobre alma!
      Então, o gigante disse: “Por isso que minha produção de rosas caiu tanto! Agora, que me ajudaram, podem pedir o que quiserem”. E os meninos pediram pra levar algumas rosas para suas mães. Emocionado, o gigante lembrou de sua mãezinha, que morava longe dali, em outra nuvem, do outro lado do planeta. “Ah, se soprasse um ventinho, e trouxesse a nuvem de mamãe pra pertinho de mim, eu lhe daria muitas rosas, um beijo e um forte abraço” – disse o gigante, com uma lágrima no canto dos olhos. “Por isso ele tem os olhos puxadinhos assim” -- cochichou o Pirrixa com o Guaraná.
       O gigante disse aos meninos que poderiam pegar apenas duas rosas, uma para cada um. “Que gigante mais canguinha, esse!” – resmungou Guaraná. Foi então, que o gigante avisou, que, quando entregassem as rosas, pedissem para suas mães cheirá-las, pois eram mágicas, e iria acontecer uma bela surpresa.
       Depois de muitas espetadas descendo a roseira gigante, os meninos chegaram ao chão com as roupas em trapos, e correram para casa.
       “Vejam, trouxeram mais rosas" -- disseram os pais dos moleques, já querendo rir.
       Pirrixa e Guaraná entregaram as rosas, e pediram que suas mães as cheirassem. E assim elas fizeram. Foi então, que aconteceu a mágica. Do alto da nuvem que cobria toda a cidade, caíram muitas pétalas de rosas, de todas as cores. E caíam, e caíam, fazendo surgir no rosto de todas as mães, um sorriso encantador. Algo inimaginável acontecia naquele instante, fazendo daquele Dia das Mães, o mais lindo e inesquecível de todos. Então, todas as crianças correram, abraçam, e beijaram suas mães, dando a elas todo o carinho merecido, por tanto amor e dedicação aos seus filhos amados.

FIM


História de Paulo Alves   

Ilustrações 
Apresentando: Ana Paula Cruz


Queridos leitores, não preciso escrever 
mais nada sobre o tamanho do meu carinho por todas as mães.
As rosas já contaram.

Abraços e beijos!


2 comentários:

Blog do paulo Gibi disse...

´Que linda história do Dia das Mães. Gostei da semelhança com João e o Pé de Feijão, e melhor por não ter gente presa na gaiola, como na história do João.
A Turma do Guaraná diverte a gente, e a chuva de pétalas foi algo muito bonito, as mães merecem mesmo muito carinho... Abs.

Paulo Alves disse...

Gosto de criar histórias baseadas em clássicos da literatura infantil. Uma história diferente, com novos personagens que trazem a lembrança do eterno.
A chuva de pétalas foi lembrança da canção de Bruno e marrone "choram as rosas", onde no final do show, cai uma chuva de pétalas. Mulheres adoram rosas.

Abraços, amigo!

Ahh, já estou preparando a história de Camila, que estreará em breve. Penso em uma hq.

Paulo Alves