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sábado, 5 de abril de 2025

O CLUBINHO DO GUARANÁ COMBATE OS MOSQUITOS DA DENGUE, CHIKUNGUNYA E ZICA

 Olá, amigos leitores!


     Estamos vivendo em uma época difícil, onde muitas doenças são transmitidas nas cidades.
     Muitos avanços aconteceram na medicina com o surgimento de novos medicamentos,
mas, nem por isso, estamos livres das doenças transmitidas pelo mosquitos: a dengue, chikungunya e zica.
     Os cuidados para o combate ao mosquito continuam. Não podem parar.
     Esta história do Clubinho conta como podemos nos proteger dos mosquitos que transmitem estas doenças de forma divertida.


        Quatro patifes perigosas estavam reunidas num canto do quintal da casa do indiozinho Guaraná. Tratava-se de quatro mosquitas: as irmãs Aeds e Aegypti, Chica Cunha e sua prima mais nova Maria Zica, uma mosquitinha perigosa que transmite o vírus da Zica, uma doença que está deixando as futuras mães de cabelo em pé. Elas comemoravam os novos berçários encontrados no quintal e faziam planos para expandí-los por toda a Lindópolis.
       Enquanto isso, nosso amiguinho Guaraná estava deitado em sua cama, e nada o fazia levantar. Sabendo disso, seus amigos foram visitá-lo. Pirrixa comentava sobre a prova de matemática que haveria à tarde, e Guaraná lamentava não poder fazê-la, pois estava passando muito mal naquela manhã. As meninas ficaram próximas à janela e observaram como o quintal estava descuidado. Havia latas e garrafas com as bocas para cima no canto do muro, um pneu velho largado no meio do quintal; na varanda os vasos de plantas estavam com aqueles pratinhos de recolher água cheios, quase transbordando. Então, Bolacha concluiu:
       — Você deve estar com alguma doença transmitida por mosquito.
      — Seu quintal está cheio de lixo e pode estar abrigando muitos mosquitos – Paulinha disse.
       Os amigos de Guaraná foram até o quintal e guardaram tudo em seu devido lugar, coberto e protegido da água da chuva. Os pratinhos das plantas na varanda foram esvaziados da água, e Bolacha colocou um pouco de cloro dentro de cada um. Enquanto isso, Guaraná ficava da janela olhando o empenho de cada um de seus amigos cuidando do quintal, com uma carinha triste e desanimada. Pirrixa subiu até o telhado para checar se a caixa d’água estava bem tampada. Paulinha e Tampinha andaram por toda a casa, observando os ralos. Não acharam nenhuma larva de mosquito, mas mesmo assim, jogaram um pouco de cloro nos ralos. Bolacha descobriu que no quintal havia um banheiro com água parada dentro do vaso sanitário e, imediatamente, deu descarga e jogou cloro dentro dele.


       Depois de terem arrumado todo o quintal e checado os possíveis focos de mosquito dentro de casa, as crianças decidiram caçar os mosquitos malfeitores.
       Os mosquitos que estavam em reunião viram tudo o que as crianças fizeram e comentavam:
       — Aqueles moleques destruíram todos os nossos berçários – reclamou Chica Cunha.
       — E agora, onde vamos depositar os nossos ovinhos? – perguntou Aeds desconcertada.
       — O que será de nossas crianças? – lamentava Maria Zica com lágrimas no cantinho do olho.
       — Vamos todos morrer! – desesperou-se Aegypti.
       As crianças andaram pelo quintal em busca de mosquitos, armados com raquetes elétricas e inseticidas. Procuraram até encontraram as quatro patifes reunidas, e atacaram.
       — Socorro! Estão jogando inseticida na gente!
       — Vamos dar o fora daqui!
       As irmãs Aeds e Aegypti caíram e bateram as botas com o efeito do inseticida, porém, Maria Zica e Chica Cunha conseguiram voar até o quarto onde Guaraná estava deitado. Pobre alma. Os mosquitos foram até lá, na tentativa de tomar mais um pouquinho do sangue do menino, já tão debilitado. Paulinha, que estava ali perto, deu uma raquetada nos mosquitos. ZUUMP! Maria Zica levou um baita choque e esticou as canelas ali mesmo.
       Chica Cunha escapou da raquete, mas Guaraná, que precisava fazer alguma coisa que prestasse para salvar sua participação nessa historinha, muito ágil, bateu palmas e assim acabou com a carreira dela, que caiu no chão estrebuchando até dar o seu último suspiro. Dessa forma, o Clubinho do Guaraná acabou com os mosquitos, e o quintal ficou limpo e sem focos.
       — Se continuarmos assim, vamos ser contratados pela prefeitura para combater os mosquitos – comentou Tampinha.
       Bolacha, a menina cientista, olhou para o amigo caído na cama, triste, com a cara de quem ia morrer , e disse-lhe:
       — Guaraná, ou você está com dengue ou chicungunya ou zica. Não sei qual é pior... São doenças transmitidas pelo Aeds Aegypti.
       — Cruzes! Devo estar mal mesmo. Nem vou à escola hoje à tarde para fazer a minha prova de matemática – disse, fazendo beicinho de choro.
       — Não desanime, Guaraná – disse Bolacha – Já tenho trabalhado em um medicamento contra essas doenças há alguns meses e posso testá-lo em você, agora.
       — É algum comprimidinho, uma pílula, uma gotinha, quem sabe? – Perguntou ele, com um sorriso sem graça, medindo o remédio com as pontas dos dedos.
       — Não, amiguinho. É esta poderosa e esplendorosa, super hiper mega curativa vacina, em três doses, uma agora, uma à tarde e outra à noite – respondeu Bolacha mostrando a injeção.
       — Nossa! Olha o tamanhão da agulha! Parece mais um espeto de churrasco! – Pirrixa gritou, arregalando os olhos e pulando para trás.
       Quando Guaraná viu o tamanho da agulha, levou um baita susto e pulando da cama gritou:
       — Caramba! Que agulha é essa, Bolacha? Só olhando, eu já fiquei curado!
       O menino correu para a estante e pegou os livros e os cadernos para ir à escola.
       A turma ficou surpresa com a atitude inesperada do Guaraná.
       — Espere, Guaraná! Daqui a pouco sua mãe vai servir o almoço. Não vai esperar?
       — Não, Pirrixa, estou sem fome.
       — Então, você estava só fingindo! Não estava doente nada! – gritou Pirrixa.
       — Enquanto nós limpávamos todo o quintal para você!
       — Agora vai ter que tomar a vacina!
       — Não precisa, pessoal. Já estou curado. Vou agora mesmo pra escola fazer a minha prova. Tchau!


       E assim, Guaraná saiu porta afora numa correria só, e as crianças foram atrás dele gritando:
       — Pega ele!
       — Fingido!
       — Tasca uma injeção nele, Bolacha!
       — Socorro! – Gritava o menino Guaraná.


FIM

Observe o que as crianças fizeram: elas limparam todo o quintal do Guaraná, recolheram o lixo, esvaziaram as garrafas e pneus, e cuidaram de dentro da casa também. 
Faça isso a cada três dias e fique livre dos mosquitos transmissores de doenças.
Eu já tive dengue em fevereiro de 2025, durou cinco dias e não foi nada agradável.

O autor.


VAMOS COLORIR OS DESENHOS.


Para contar as suas sugestões de histórias, mande email para clubinhodoguarana@outlook.com




sexta-feira, 28 de março de 2025

O CLUBINHO DO GUARANÁ E AS AMORAS DE OUTONO

 Olá!

O outono já começou, por isso preparei esta história que tem tudo a ver com a nova estação.


AS AMORAS DE OUTONO

       Era início da tarde, quando as meninas saíram para passear na praça que ficava em frente a suas casas. Havia lá uma grande amoreira com folhas largas e verde-claras.  Notava-se que era época de colheita, porque ela estava carregada com frutinhas roxas, quase pretas.
       Paulinha carregava uma pequena cesta, onde iria colocar as amoras. Tampinha e Bolacha colhiam as frutinhas no pé e aproveitavam pra comer algumas ali mesmo.
        – Que deliciosas estão as amoras – Comentou Paulinha.
        – Estão doces feito mel – Disse Tampinha, enquanto comia algumas.





       As meninas colhiam as amoras para fazer uma torta para o lanche da tarde. Então, colheram tantas amoras eram necessárias, depois, saíram cantarolando felizes para casa.
       Mais tarde, Guaraná e Pirrixa brincavam na praça e decidiram fazer uma visita à amoreira. Chegando lá, tiveram uma terrível surpresa. O pé estava vazio, nem mesmo uma amora restara para se comer. Os meninos ficaram decepcionados.
        – Ontem mesmo, este pé estava carregado! – Reclamou Pirrixa.
      – Quem terá sido o morto de fome que pegou todas as amoras? 
        E os meninos foram embora, sem comer uma frutinha sequer.





       Quando caminhavam para o meio da praça, onde ficava a velha jaqueira, lá longe vinham as meninas segurando uma cestinha.
       Quando se encontraram, os meninos perguntaram quem tinha colhido todas as amoras do pé.
       – Fomos nós – Respondeu Bolacha.
       – E não deixaram nenhuma pra gente?! – Gritou Pirrixa.
       – Estava com muita vontade de comer amoras, e nada... – Reclamou  o Guaraná.
       – Mas, olhem o que trouxemos, garotos “reclamões”! 
       – O que trouxeram?
       – Uma deliciosa torta feita com as amoras mais doces que encontramos no pé – respondeu Tampinha.
       E os meninos mostraram um sorriso largo.
       Então, as crianças sentaram na grama pra lanchar. Elas trouxeram também suco de frutas e biscoitos de nata.
        – Pena não ter nenhuma amora para comermos – Guaraná reclamou.
        – Você que pensa... – Disse Bolacha abrindo a lancheira – Deixamos sobrar estas amoras, e podem comer quantas quiserem.
        – Oba! – Gritaram os meninos surpresos.
       E as crianças lancharam felizes, naquela bela tarde de outono.
        - Tinha uma formiguinha no meio das amoras e eu comiiii! -- Gritou Pirrixa.
        -- Eca! Que nooojo! - As meninas em coro.


FIM

O OUTONO

O nosso planeta possui quatro estações – outono, inverno, primavera e verão. Isso ocorre devido às mudanças do planeta Terra no espaço durante o movimento de translação (quando a Terra gira em torno do sol) e pela inclinação do eixo da Terra durante a órbita.

O outono possui noites mais longas, mudanças bruscas de temperatura, diminuição da umidade do ar, além de ser o período das colheitas agrícolas.

Nesta época, as folhas amarelam e desprendem-se dos galhos, enchendo as ruas com folhas secas, característica principal desta estação.

O outono é mesmo uma estação bastante agradável, porque o clima se torna mais fresco. Um aviso que o frio está vindo na próxima estação – o inverno.



DESENHOS PARA COLORIR
Professora, pode imprimir, dividir ao meio e distribuir às crianças.




segunda-feira, 24 de março de 2025

NOVAS OFICINAS DE DESENHO COM PAULO ALVES E O CLUBINHO DO GUARANÁ

       Paulo Alves é cartunista, escritor e realiza oficinas de desenhos e encontros literários nas escolas da Região Metropolitana do Rio de Janeiro desde 2018. 

Encontro realizado em turma do EJA em Itaboraí, RJ. Escola de ensino para adultos.


Encontro literário realizado em escola municipal, quando teve um desfile de bonecas, encenação baseada em um conto ilustrado de Paulo Alves: "O Desfile das Bonecas", em 2022,
quando foi escolhido o escritor homenageado da 29ª Feira do Livro de Itaboraí, RJ.

Clique na imagem abaixo e assista o vídeo red. das OFICINAS DE DESENHO:



Oficina realizada durante o lançamento do gibi 5 - Clubinho do Guaraná - Aventuras, na Biblioteca Municipal de Itaboraí, RJ, em 2023.

Oficina de desenho realizada em escola municipal de Itaboraí, em novembro de 2022.


Oficina na Escola Municipal Amélia Guimarães, em Itaboraí, RJ, realizada em fevereiro de 2025.

Foto de Paulo Alves com a equipe da E. M. Amélia Guimarães.

Paulo Alves com as crianças da escola rural em Itaboraí, RJ, em 2022.


Paulo Alves com a escritora maranhense Tereza Cristina na Bienal do Livro de 2023.
Paulo doou uma quantidade de gibis para serem distribuídos na escola de Tereza,
como parte da sua cota de doação dos gibis do Clubinho do Guaraná.


Desta vez, ao lado da escritora goiana Adrielle Moura, na Bienal do Livro 2023.


Paulo Alves foi o convidado especial da formatura das crianças da Escola José Leandro, 
em Itaboraí, em 2024. Ao seu lado, as diretoras.

Paulo e seus amigos escritores na Gibizeira 2024 em Duque de Caxias, RJ.

As crianças apresentando os seus desenhos no Educandário Gonçalves de Araújo,
 no Rio de Janeiro, RJ, em 2024.
Na oportunidade, o cartunista doou uma cota de gibis do Clubinho para todos os alunos da escola.

      Nos encontros literários, o artista conta histórias com os seus personagens, conversa com as crianças e conta a sua trajetória de artista e como criou o Clubinho do Guaraná, personagens de histórias em quadrinhos. Também distribui desenhos para colorir e desenha com as crianças. Um momento mágico e inesquecível para os pequeninos. Os adolescentes também gostam de participar e de revelar seus dons artísticos. Os Encontros Literários acontecem em toda a Região Metropolitana do Rio de Janeiro e atende crianças a partir do G3.

Foto de 2018, quando Paulo Alves iniciou as oficinas de desenho.

ENCONTROS LITERÁRIOS COM
OFICINAS DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS
COM PAULO ALVES E O CLUBINHO DO GUARANÁ.

Para conversar com o autor, pode enviar email para clubinhodoguarana@outlook.com

ou envie mensagem para o WhatsApp 21 98639-4136.

Paulo Alves, junto com a Editora PAS - Estúdio, envia gibis do Guaraná para todas as escolas do Brasil. Cada gibi custa R$ 5,oo. Faça o seu pedido!

Faça um PIX, envie o comprovante com endereço completo e aguarde a entrega dos gibis com frete grátis.

Os Estados do Rio de Janeiro, Maranhão, Minas Gerais, Piauí, Bahia, Goiás e Paraná já tem o gibis nas escolas.

Aproveite esta promoção e faça o seu pedido!


Os gibis são educativos, informativos e lúdicos.
Todas as edições apresentam HQs divertidas, joguinhos e pode colorir.

Esta é a nova revista de colorir:


Já está em fase de revisão e, em breve, estará nas bancas de jornais
de Alcântara, Itaboraí e Maricá, no Estado do Rio de Janeiro.

Está chegando no formato grande: 21 x 27, com 28 páginas de desenhos para colorir + atividades, próprio para crianças a partir dos 3 anos.

Já pode fazer o seu pedido através do Whatsapp 21 986394136.

Também fique atento ao Instagram, X e Blogger para acompanhar as novidades do mundo dos quadrinhos, oficinas de desenhos e as promoções de gibis, camisas e produtos do Clubinho do Guaraná: @clubinhodoguarana

Novas histórias já estão sendo escritas para
deixar a sua vida mais divertida e cheia de aventuras.

Abraços!

Os personagens: Guaraná, Paulinha, Bolacha, Pirrixa e Tampinha.


quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

O CLUBINHO DO GUARANÁ E A JAQUEIRA MÁGICA

    Tudo começou em julho de 1987, quando eu criei o indiozinho Guaraná. Depois de muito tempo guardado, ele saiu da gaveta e procurou os seus amigos para brincar, mas não havia nenhum. Então em 1997, sentei e com o pensamento concentrado no mundo das crianças, criei uns amigos para o Guaraná brincar, que foram estes: Paulinha e Pirrixa, dois irmãos do barulho! Depois em um pensamento mais intelectual, criei a menina Bolacha, que é estudiosa e quer ser cientista. Mais um tempo depois, em 2011 criei a Tampinha, uma menina estrangeira, que veio de uma terra distante e gelada: Aiquefrio. 

      Agora, vou contar uma historinha.

A JAQUEIRA MÁGICA

     Então as crianças se conheceram e começaram a desvendar muitos mistérios da cidade onde moram, que se chama Lindópolis. Um mundo mágico, com lindas praias e uma floresta cheia de mistérios com seres fantásticos.

    Um dia, eles fizeram um passeio na Floresta Secreta, um lugar lindo com grande quantidade de árvores, vegetação e animais. Caminhando pelas trilhas, encontraram alguns objetos deixados por visitantes. Que mal-educados! Deixaram lixo na floresta! Então, as crianças não poderiam deixar aquele lixo enfeiando a floresta, e logo pegaram uma sacola e recolheram as latinhas, garrafas de água e pacotes de biscoito.

   -- Estão vazios! -- gritou o Guaraná, que esperava encontrar ao menos um biscoitinho.

   -- Não faz mal, Guaraná. Eu trouxe estas rosquinhas da Vovó Bisa para lancharmos -- disse Bolacha.

Então as crianças cataram o lixo, puseram na sacola e foram comendo rosquinhas até chegar a um clarão na floresta. 

      -- Vejam! Tem uma casinha e ao lado uma lixeira -- disse Paulinha.

     -- Vamos jogar o lixo nela -- sugeriu a menina Tampinha correndo na direção da casa. 

     Quando se aproximaram, a porta da casa abriu de repente, assustando as crianças. Era uma velhinha que morava na casa e foi ver quem chegara.

    -- Não tenham medo, meninos! Moro nesta floresta sozinha e adoro receber visitas. Entrem um pouco para descansar. Querem uma água?

      -- Sim, Senhora. Estamos morrendo de sede e famintos -- disse o Guaraná.

       A velhinha havia assado um bolo naquela tarde e ofereceu às crianças. Elas se serviram à vontade e tomaram um suco delicioso de mexerica. 


      -- Que suco mais gostoso! Onde comprou, senhora?

    -- Não comprei menino, eu peguei no Lago Doce, que é cheinho do suco da mexeriqueira mágica que fica lá no topo da montanha, de onde escorre o suco delicioso. 

  Os meninos ficaram com os olhos arregalados com tanta história surpreendente. No teto da casa havia três morcegos que os observavam sem piscar os olhos. Cruzes!!

     Já estava ficando tarde e na floresta escurece mais cedo, sabiam? Então as crianças ficaram um pouco temerosas para voltar para a Vila das Crianças, onde moravam.

     -- Não se aperreem! Venham comigo ao quintal que vou mostrar um jeito de chegarem rapidinho as suas casas. Então eles seguiram a senhora e viram uma árvore gigante.



     -- Estão vendo esta jaqueira? Deem uma volta em torno dela e acontecerá uma mágica -- disse a senhora.

     -- Vamos lá, pessoal! Ou atrasaremos para o jantar -- disse a Tampinha enquanto caminhava em volta da jaqueira. De repente: Plim! Tampinha sumiu diante dos olhares admirados de todos. 

     -- Andem, crianças! Não tenham medo. A sua amiga já está na pracinha, em frente de casa.

     E foram girando na jaqueira um por um e sumindo, enquanto a velhinha os observava com atenção. Plim! Plim! Plim! As crianças sumiram. Goya, a  velhinha, sorria feliz e pensava na surpresa que teriam quando chegassem em frente de casa num piscar de olhos.

     -- Caramba! Que legal! Já estamos na praça. Vejam as nossas casas -- falou Paulinha.

     -- Que velhinha bacana! Era verdade mesmo o que dissera sobre a jaqueira mágica. Vejam! Aqui também tem a mesma jaqueira de lá! -- Tampinha observou.

       -- Que incrível! A jaqueira é um portal mágico que nos leva direto à casa da velhinha! -- Gritou o Pirrixa.

     -- Vocês não estão achando nada estranho, pessoal? Aquela velhinha sozinha na floresta, uma jaqueira mágica e na casa tinha três morcegos a nos observar -- disse a Bolacha.

     -- Acho que ela era uma bruxa! -- Gritou o Guaraná.

     -- Socorro! Vamos embora rápido antes que ela venha atrás de nós!

     E as crianças correram apressadas para as suas casas. 

   Nunca elas haviam vivido algo assim, estar diante de uma velhinha com poderes mágicos, estar diante de uma bruxa de verdade. Mas ela não parecia malvada, afinal, deu até lanche pra eles e depois lhes mostrou um caminho rápido para casa. Acho que a bruxa Goya é boazinha... E você, amiguinho, o que acha?

FIM




AMIGOS PARA SEMPRE.